Essa tira é na verdade uma "segunda versão" de uma tira antiga que saiu aqui no blog, uma das minhas preferidas. Aviso também que saiu aquela minha história de duas páginas na Revista Kamikaze #2, dêem uma olhada lá que a revista tá linda. E eu postei também o roteiro dessa história na seção "Roteiros" lá naquela barra abaixo do "Vidro Embaçado" rosa.
domingo, 19 de junho de 2011
Tira Vidro Embaçado 2
Postado por Jopa Moraes às 12:41 3 comentáriosEssa tira é na verdade uma "segunda versão" de uma tira antiga que saiu aqui no blog, uma das minhas preferidas. Aviso também que saiu aquela minha história de duas páginas na Revista Kamikaze #2, dêem uma olhada lá que a revista tá linda. E eu postei também o roteiro dessa história na seção "Roteiros" lá naquela barra abaixo do "Vidro Embaçado" rosa.
sábado, 21 de maio de 2011
Tira Vidro Embaçado 1 (Ou uma visita de alguém distante)
Postado por Jopa Moraes às 22:17 1 comentários
Talvez alguns dos que lêem esse blog lembrem que eu criei ele pra postar umas tiras meio esquisitas que eu comecei a fazer quando eu voltei do FIQ de 2009. Para estes eu queria dizer que fico imensamente feliz de saber que aquelas tiras não muito bem desenhadas, mas cheias de uma vontade de fazer quadrinhos que era verdadeira, chamaram a atenção de vocês o suficiente pra continuarem acompanhando o meu trabalho. E para os que não conhecem as tais tiras, fico muito contente que tenham se interessado pelo meu trabalho, não importando se foi a um mês ou a um dia. E para todos, queria dizer que estou, novamente, fazendo tiras. Não quero prometer qualquer tipo de regularidade, mas sempre que eu tiver algo pra falar com elas, mostrarei pra vocês. Eu decidi começar a contagem de tiras de novo, inaugurando uma nova fase, um tipo de tiras 2.0 ou algo assim. Agora, sem mais delongas, uma tira que eu gostei muito de fazer.
domingo, 15 de maio de 2011
Um Kamikaze Através do Espelho
Postado por Jopa Moraes às 15:07 4 comentários
A um tempo atrás, remando pela cachoeira do twitter, me deparei com o site da Revista Kamikaze. Era, assim como o Trapezistas de Estrada (atualmente sem atualizações, mas preparando algo grande), uma tentativa de juntar um pessoal que ama o que faz e lançar na internet, onde todo o mundo pode ver, espalhando o trabalho desses caras por aí.
A menos tempo atrás, o Matheus Aguiar, garoto quadrinhista (decidi que não tem sentido escrever quadrinista) talentoso e editor da Kamikaze, me mandou um e-mail me chamando pra participar do segundo número da revista online. Topei na hora. Fazia tempo, muito tempo, que eu não fazia uma história, e mesmo que essa tenha só duas páginas, foi uma experiência tão legal quanto fazer uma de trinta, porque resgatei aquele sentimento de criador que estava meio perdido ultimamente.

Agora, aguardando que a minha história seja publicada junto com o segundo número da revista, tenho mais força e vontade pra continuar criando. O próximo passo é uma história de seis páginas sobre brigas na escola, e depois me dedicarei integralmente a minha próxima história grande, da qual falei um pouco na última postagem. É importante também avisar que, junto com essa pequena história para a revista online, desenhei também duas tiras, que em breve serão mostradas por aqui. Força ao Vidro Embaçado!

Queria terminar dizendo que me sinto cada vez mais feliz vendo gente da minha idade produzindo quadrinhos de qualidade, e mostrando que a vontade de criar pode nascer em qualquer idade. Um abraço a todos esses!
A menos tempo atrás, o Matheus Aguiar, garoto quadrinhista (decidi que não tem sentido escrever quadrinista) talentoso e editor da Kamikaze, me mandou um e-mail me chamando pra participar do segundo número da revista online. Topei na hora. Fazia tempo, muito tempo, que eu não fazia uma história, e mesmo que essa tenha só duas páginas, foi uma experiência tão legal quanto fazer uma de trinta, porque resgatei aquele sentimento de criador que estava meio perdido ultimamente.
Agora, aguardando que a minha história seja publicada junto com o segundo número da revista, tenho mais força e vontade pra continuar criando. O próximo passo é uma história de seis páginas sobre brigas na escola, e depois me dedicarei integralmente a minha próxima história grande, da qual falei um pouco na última postagem. É importante também avisar que, junto com essa pequena história para a revista online, desenhei também duas tiras, que em breve serão mostradas por aqui. Força ao Vidro Embaçado!
Queria terminar dizendo que me sinto cada vez mais feliz vendo gente da minha idade produzindo quadrinhos de qualidade, e mostrando que a vontade de criar pode nascer em qualquer idade. Um abraço a todos esses!
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
O reflexo de uma nova história.
Postado por Jopa Moraes às 12:14 1 comentáriosComeçar uma nova história é muito legal. E mais legal ainda, é continuar uma nova história. Porque a medida que a história avança, eu me sinto cada vez mais parte dela. E sendo parte dela, cada linha escrita, cada quadro desenhado e cada detalhe que eu pintar de cinza, pertencerão a ela também. A algum tempo eu penso nessa história, e quando ouvi falar do concurso da Editora Barba Negra, eu decidi que iria competir nele com essa história.
Eu nunca fui tão bem cercado de referências pra uma história. Dezenas de site, vários livros e muita música boa. Mas mesmo assim, eu nunca botei tanto de mim numa história. E é por causa dessa mistura de coisas que outras pessoas falaram, com coisas que eu sinto, que é a história que eu mais estou gostando de contar.
Não. Eu não vou dizer sobre o que é a minha história. Pelo menos não, ainda. Mas prometo que assim que eu sentir que é a hora de revelar, vou mostrar tudo aqui no blog. Enquanto isso, esperem ouvindo uma boa música. Daquelas que só a melodia já trás várias outras histórias que a gente queria contar. Se alguém me perguntasse, diria para ouvirem Beatles.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
As mudanças que acontecem
Postado por Jopa Moraes às 22:20 1 comentários
Acabou a Rio Comicon. Volto dela com a sensação extremamente recompensadora de dever mais que cumprido. Conheci alguns dos meus ídolos, conversei com gente que admiro, e trouxe um bando de publicações independentes sensacionais. Na verdade só comprei (e ganhei algumas) publicações independentes. Independentes assim como a minha história, CAIM.
Consegui distribuir várias CAIMs pra muita gente interessante. Pelas minhas contas foram entregues 40 CAIMs entre sábado e domingo. E algumas das pessoas que eu entregava a minha revista com um olhar de admiração, me pediam autógrafos. Era uma sensação surreal. Achava o máximo, e ao mesmo tempo estranhamente engraçado aquela situação.
Achei a Lu Cafaggi pelo evento no sábado, e comprei a revista prévia das história que ela e o irmão Vitor Cafaggi farão ano que vem. Muito legal a história dos dois, e é interessante perceber como o desenho deles é parecido e ao mesmo tempo bem diferente. Mal posso esperar pra ver a história de cada um pronta ano que vem.
No stand dos Quadrinhos Dependentes encontrei, além do grande Tiago "El Cerdo", muitas pessoas legais pra caramba e interessadas no meu trabalho. Lá conheci a revista de um cara que eu nunca tinha ouvido falar, mas que agora me encantou de vez, trata-se da Letal Mágico, a revista do Gabriel Renner. Vi o trabalho do cara primeiro na exposição de quadrinhos independentes, e depois corri atrás da revista. Além da Letal levei a revista mais recente dele, com menos páginas, mas material muito maneiro. Levei também o Calendário Pindura 2011 e no finalzinho do evento consegui entregar a CAIM pro mestre Fábio Zimbres, e ganhei dele a sua O Apocalipse Segundo Dr. Zeug. Também dei uma olhada na fantástica Samba Dois, mas acabou antes que eu tivesse a chance de comprar.
Outro stand legal era o do Quarto Mundo. Lá distribui mais CAIMs e conversei com caras muito legais. E trouxe de lá a revista do amigo Jaum, a Peiote, a Nanquim Descartável 3 e a Pieces 3. Todas muito boas mesmo. No final do evento passei lá de novo pra entregar mais umas revistas e ganhei uma revista do Homem-Grilo do Cadu Simões e 4 edições da série Patre Primordium da Ana Recalde! Ainda não li elas, mas quando ler deixo minha opinião.
Passei também no stand do Denis Mello e do Erick Carjes, dois caras muito gente boa! Trocamos nossas revistas, e eu voltei pra casa com Entidade e Saidêra, duas HQs muitos legais. E principalmente Saidêra, que é a primeira revista do autor, tem muito daquele espírito independente do CAIM, ainda mais por ter sido feita em duas semanas de trabalho duro.
Do stand da Barba Negra trouxe a belíssima (tá difícil conseguir variar nos elogios) Drink do Rafael Coutinho e uma revistinha que a Chiquinha me deu, quando entreguei CAIM pra ela. Lá também quase fui impedido de apreciar a arte sem precedentes do Killoffer pela Maria Clara, mas com explicações tudo foi resolvido e até dei uma CAIM pra ela! Entreguei a minha revista pra todo mundo do stand, até pro Lobo, que tomei coragem pra entregar no finalzinho do evento.
E o grande stand do evento pra mim foi o FODA, o stand que reuniu o Moon e o Bá, o Grampá, o Gustavo Duarte, o Danilo Beyrut, e o Coutinho (que infelizmente já tinha ido embora nos dias que estive por lá). Consegui entregar a CAIM pra todo mundo que tava lá, e trouxe as lindas Taxi e Atelier, além de ganhar de presente do Gustavo a famosa número 7 do Girrassol e a Lua colorida, segundo ele por compartilharmos a profissão. Já me sinto um quadrinista, afinal!
Vou fazer um tipo de cobertura posterior em quadrinhos da Rio Comicon. Devo postar umas duas páginas por semana, então terminará lá por janeiro.
Como deu pra ver foi um evento mágico pra mim, como foi o FIQ ano que vem. E dai a gente vê como cada evento desses muda alguma coisa. Depois do FIQ eu criei esse blog, e comecei a me empenhar de verdade em fazer quadrinhos. E por causa da Rio Comicon eu gastei toda a minha força pra produzir uma revista que eu pudesse mostrar pras pessoas que admiro.
Agora fica a pergunta, o que os próximos eventos trarão? Pode ter certeza que estou ansioso pra descobrir.
Consegui distribuir várias CAIMs pra muita gente interessante. Pelas minhas contas foram entregues 40 CAIMs entre sábado e domingo. E algumas das pessoas que eu entregava a minha revista com um olhar de admiração, me pediam autógrafos. Era uma sensação surreal. Achava o máximo, e ao mesmo tempo estranhamente engraçado aquela situação.
Achei a Lu Cafaggi pelo evento no sábado, e comprei a revista prévia das história que ela e o irmão Vitor Cafaggi farão ano que vem. Muito legal a história dos dois, e é interessante perceber como o desenho deles é parecido e ao mesmo tempo bem diferente. Mal posso esperar pra ver a história de cada um pronta ano que vem.
No stand dos Quadrinhos Dependentes encontrei, além do grande Tiago "El Cerdo", muitas pessoas legais pra caramba e interessadas no meu trabalho. Lá conheci a revista de um cara que eu nunca tinha ouvido falar, mas que agora me encantou de vez, trata-se da Letal Mágico, a revista do Gabriel Renner. Vi o trabalho do cara primeiro na exposição de quadrinhos independentes, e depois corri atrás da revista. Além da Letal levei a revista mais recente dele, com menos páginas, mas material muito maneiro. Levei também o Calendário Pindura 2011 e no finalzinho do evento consegui entregar a CAIM pro mestre Fábio Zimbres, e ganhei dele a sua O Apocalipse Segundo Dr. Zeug. Também dei uma olhada na fantástica Samba Dois, mas acabou antes que eu tivesse a chance de comprar.
Outro stand legal era o do Quarto Mundo. Lá distribui mais CAIMs e conversei com caras muito legais. E trouxe de lá a revista do amigo Jaum, a Peiote, a Nanquim Descartável 3 e a Pieces 3. Todas muito boas mesmo. No final do evento passei lá de novo pra entregar mais umas revistas e ganhei uma revista do Homem-Grilo do Cadu Simões e 4 edições da série Patre Primordium da Ana Recalde! Ainda não li elas, mas quando ler deixo minha opinião.
Passei também no stand do Denis Mello e do Erick Carjes, dois caras muito gente boa! Trocamos nossas revistas, e eu voltei pra casa com Entidade e Saidêra, duas HQs muitos legais. E principalmente Saidêra, que é a primeira revista do autor, tem muito daquele espírito independente do CAIM, ainda mais por ter sido feita em duas semanas de trabalho duro.
Do stand da Barba Negra trouxe a belíssima (tá difícil conseguir variar nos elogios) Drink do Rafael Coutinho e uma revistinha que a Chiquinha me deu, quando entreguei CAIM pra ela. Lá também quase fui impedido de apreciar a arte sem precedentes do Killoffer pela Maria Clara, mas com explicações tudo foi resolvido e até dei uma CAIM pra ela! Entreguei a minha revista pra todo mundo do stand, até pro Lobo, que tomei coragem pra entregar no finalzinho do evento.
E o grande stand do evento pra mim foi o FODA, o stand que reuniu o Moon e o Bá, o Grampá, o Gustavo Duarte, o Danilo Beyrut, e o Coutinho (que infelizmente já tinha ido embora nos dias que estive por lá). Consegui entregar a CAIM pra todo mundo que tava lá, e trouxe as lindas Taxi e Atelier, além de ganhar de presente do Gustavo a famosa número 7 do Girrassol e a Lua colorida, segundo ele por compartilharmos a profissão. Já me sinto um quadrinista, afinal!
Vou fazer um tipo de cobertura posterior em quadrinhos da Rio Comicon. Devo postar umas duas páginas por semana, então terminará lá por janeiro.
Como deu pra ver foi um evento mágico pra mim, como foi o FIQ ano que vem. E dai a gente vê como cada evento desses muda alguma coisa. Depois do FIQ eu criei esse blog, e comecei a me empenhar de verdade em fazer quadrinhos. E por causa da Rio Comicon eu gastei toda a minha força pra produzir uma revista que eu pudesse mostrar pras pessoas que admiro.
Agora fica a pergunta, o que os próximos eventos trarão? Pode ter certeza que estou ansioso pra descobrir.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Vidro Embaçado mais que especial - CAIM
Postado por Jopa Moraes às 21:45 3 comentários
A algum tempo eu venho falando aqui no blog sobre a tal história que eu estava preparando pra lançar na Rio Comicon. A uma semana atrás a Comicon se aproximava a passos largos e eu pensei que não daria conta de acabar, mas sempre dizia pra mim mesmo que ia conseguir. Mesmo dizendo pra mim mesmo isso, a verdade é que eu não estava desenhando o suficiente pra cumprir o que falava. Até que um dia, minha mãe perguntou sobre a minha história, e meu pai falou "Não vai mais dar tempo". Eu já sabia daquilo, embora tentasse disfarçar, mas ouvir outra pessoa me dizer isso foi como um soco direto no estômago. Cheguei em casa enjoado e resolvi que não dava mais pra enrolar. Era hora de produzir.
Pois então, que depois de três meses de trabalho medianos e uma semana de trabalho intenso, apresento a vocês a minha história.

CAIM é o meu trabalho do qual mais tenho orgulho. Embora alguns possam dizer que já viram desenhos e roteiros melhores, essa revista é a melhor amostra do que eu penso dos quadrinhos. Eu me esforcei tento nela, dei tanto amor e desperdicei tantas horas de sono, que a palavra que define essa revista pra mim é PAIXÃO. E o que é fazer quadrinhos senão uma demonstração da mais pura paixão?
Foi difícil e várias vezes pensei em sentar e chorar, porque demorei pra acreditar que poderia dar certo. Na verdade não tenho certeza até agora. A situação é que a gráfica vai me entregar o trabalho amanhã. Então se tudo ocorrer como esperado levarei a CAIM pra Rio Comicon no sábado e no domingo.
Foi preciso muito café e algumas olhadas nas capas ou páginas dos trabalhos novos dos caras que eu admiro que estarão por lá. TAXI, ATELIER, DRINK e PIECES 3 eram minha maior inspiração, e estou morrendo de vontade pra ler todas e poder ver essa paixão manifestada em outras pessoas, unidas por um mesmo evento.
Foi difícil, como já disse, mas ver todas as páginas juntas já fez tudo valer a pena.

CAIM
por Jopa Moraes
36 páginas em preto e branco
Prefácio de Pedro Cobiaco
Pinups de Pedro C., Nunes, Jaum, João Montanaro, Jo Fevereiro e Rafael Nunes.
Pra terminar essa postagem mostro pra vocês 3 páginas de preview da CAIM.


Pois então, que depois de três meses de trabalho medianos e uma semana de trabalho intenso, apresento a vocês a minha história.
CAIM é o meu trabalho do qual mais tenho orgulho. Embora alguns possam dizer que já viram desenhos e roteiros melhores, essa revista é a melhor amostra do que eu penso dos quadrinhos. Eu me esforcei tento nela, dei tanto amor e desperdicei tantas horas de sono, que a palavra que define essa revista pra mim é PAIXÃO. E o que é fazer quadrinhos senão uma demonstração da mais pura paixão?
Foi difícil e várias vezes pensei em sentar e chorar, porque demorei pra acreditar que poderia dar certo. Na verdade não tenho certeza até agora. A situação é que a gráfica vai me entregar o trabalho amanhã. Então se tudo ocorrer como esperado levarei a CAIM pra Rio Comicon no sábado e no domingo.
Foi preciso muito café e algumas olhadas nas capas ou páginas dos trabalhos novos dos caras que eu admiro que estarão por lá. TAXI, ATELIER, DRINK e PIECES 3 eram minha maior inspiração, e estou morrendo de vontade pra ler todas e poder ver essa paixão manifestada em outras pessoas, unidas por um mesmo evento.
Foi difícil, como já disse, mas ver todas as páginas juntas já fez tudo valer a pena.
CAIM
por Jopa Moraes
36 páginas em preto e branco
Prefácio de Pedro Cobiaco
Pinups de Pedro C., Nunes, Jaum, João Montanaro, Jo Fevereiro e Rafael Nunes.
Pra terminar essa postagem mostro pra vocês 3 páginas de preview da CAIM.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Aquilo que as vezes passa despercebido
Postado por Jopa Moraes às 22:36 2 comentários
Eu não tenho o dom pro desenho. As pessoas podem tentar dizer o contrário mas é verdade, eu não tenho o dom. O que eu tenho é uma vontade imensa de desenhar e alguma força de vontade que me faz tentar, tentar e tentar. E dentro dessa minha vontade de desenhar o que eu gosto mesmo é desenhar pessoas. Adoro desenhar pessoas de todos os tipos. Homens, mulheres,crianças. Tenho minhas enormes dificuldades nisso também, mas mesmo assim tenho prazer em ver os rostos se formando no papel.
Mas os quadrinhos não são só feitos de pessoas. Elas têm um papel importante, quase sempre central, nas histórias, mas não são a única coisa que importa. Afinal existem os cenários. Eu tentava ignorar os cenários sempre que possível nas minhas histórias, mas nessa minha HQ tenho me esforçado um pouco mais e desenhado cenários nas páginas. É difícil, nem sempre sai direito, mas é notável que melhora muito a beleza da coisa.
A primeira cena da minha história se passa na entrada da fazenda, então é toda recheada com grama e cercas. Foi complicado, mas eu fiz. O problema foi outra cena. A cena do espelho.
Os vários azulejos da parede me fizeram usar a régua muitas e muitas vezes. Pode ter dado trabalho, mas o resultado me deixou feliz, e me mostrou que todo o esforço usado nessa parte "chata" é recompensado no final.
A minha história não tem nenhuma cena na cidade. Mas tem uma cena durante o café da manhã. E nessa cena o personagem principal conta um pouco porque ele foi pra fazenda. E ai eu me arrisquei a fazer um quadro grande com ele na cidade. Se deu certo? Bem, deixo vocês decidirem.
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