sexta-feira, 12 de abril de 2013

Uma breve reflexão sobre nós

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Uma das preocupações que temos com o Trapezistas de Estrada (coletivo formado por Jopa Moraes Pedro Cobiaco e Calvin Voichicoski) é entender e estabelecer a linha de trabalho do coletivo. Não de maneira que isso nos limite como contadores de histórias, mas sim para expandir nossa força como um conjunto. Na descrição da nossa página no Facebook está escrito que somos um coletivo que busca "experimentalização e um espírito rock 'n' roll", mas o quê exatamente isso significa para nós e como isso se reflete nas histórias em quadrinhos que a gente cria, ainda é um processo de descoberta.

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Página do Calvin Voichicoski feita em cima da proporção áurea.

O experimentalismo que o Trapezistas tanto preza e busca não parece ter tanto a ver com um domínio vasto do meio para suberverte-lo, mas sim com um aprendizado via tentativa e erro, onde a gente tenta desconstruir elementos básicos dos quadrinhos (e que já foram, muito antes da gente ter nascido, desconstruídos) ao mesmo tempo em que buscamos entende-los melhor. Usamos a fórmula só para, logo em seguida ou até ao mesmo tempo, negá-la. Uma das primeiras preocupações é tratar os quadrinhos como uma linguagem própria e buscar, dentro dela - em seus códigos, sinais e estimulantes limitações -, uma maneira própria de dizer o que queremos.

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Pedaço de página de Jopa Moraes onde cada quadrinho é um fragmento do quadro Nighthawks de Edward Hopper.

Daniel Clowes defende em seu pequeno ensaio "Modern Cartoonist" que é preciso dar o devido valor à imagem estática. Clowes diz que, nos quadrinhos, o objetivo é conseguir que a imagem estática comunique mais que sua contrapartida em movimento. Esse culto à imagem em movimento do cinema bota os quadrinhos constantemente "em dívida" com a linguagem cinematográfica, enquanto que, na verdade, a mágica dos quadrinhos se faz exatamente nos elementos que o cinema não tem. É nas imagens DESENHADAS e ESTÁTICAS (que podem ou não tentar passar a sensação de movimento) e no o conjunto de quadros que requer não somente uma apreensão individual, mas da página como um todo, que ocorre a apreciação de uma história em quadrinhos.

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Pedaço de página de Pedro Cobiaco para sua série "Adolescência".

Sabemos que muito já foi feito para virar os quadrinhos de cabeça para baixo, mas temos consciência de que ainda existe muito a ser explorado. E aí que se encontra o tal "espírito rock n' roll", sem muito medo de errar ou de não ser totalmente original, experimentamos com o que não conhecemos, experimentamos com o que não conhecemos o suficiente, experimentamos com o que já foi experimentado, para, quem sabe, conseguir criar algo realmente nosso. Queremos criar o novo, mas só se isso for resultado espontâneo do trabalho. Agora, posso garantir que estamos trabalhando.

terça-feira, 2 de abril de 2013

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2013 têm sido um ano de muita produção. 2012 foi, para mim, um ano quase inexistente no que diz respeito a criar quadrinhos. Mas agora, depois de superado o medo estúpido da tal "página em branco", meu medo é não dizer o que tenho pra dizer. Fiz duas histórias para revistas coletivas, uma virtual e uma impressa (e colorida!) que ainda não foram lançadas, mas que serão em breve. Fiz também, durante um evento chamado Mini-Comic Day, uma revistinha de oito páginas em a6, tudo num dia só. Dá pra ler por aqui. Além de tudo isso, o mais importante é: revivemos o Trapezistas de Estrada. Tenho junto com o Pedro Cobiaco e com o Calvin Voichicoski esse coletivo de quadrinhos que agora tem uma página no facebook por onde lança suas novas páginas. Dêem uma olhada que a paisagem só é completa com as três partes. Do fragmento do todo que me diz respeito já foram publicadas três páginas, que reproduzo aqui para ficar também registrado para meus leitores e futuros leitores (é tempo de revolução, gente!).







domingo, 3 de março de 2013

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Página de quadrinhos feita como forma de sugerir (e tentar expandir) leitura de um poema do Maurício Arruda Mendonça, poeta, dramaturgo e exímio professor.

sábado, 8 de dezembro de 2012

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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

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falsa

Não vou dizer sobre o tempo que eu fiquei sem postar nada, não há, sinceramente, uma justificativa. Mas o fato é que agora, em algum lampejo de criatividade e necessidade, eu decidi trabalhar. Faz um tempo que venho brincando com as possibilidades e ao mesmo tempo me assombrando com a memória desesperançosa da folha em branco. Não é a primeira página que faço desde que parei de postar aqui, tiveram outras (poucas), mas andava desconectado do meu traço. Embora as figuram estivessem ficando cada vez mais reconheciveis, sentia a necessidade de uma maior potência, sentia a necessidade de me espantar, como me espanto com desenhos de tantos que admiro. Sem nada a perder, eu troquei a segurança insegura do lápis com o qual eu traçava um mapa para a tinta saber onde ir, pela criação imediata onde só há eu, uma ideia na minha cabeça e o pincel. Decidi perder (e muito, eu sei) em qualidade técnica, em planejamento, em identificação clara da imagem pra poder apostar nessa espontaneidade, que pode ser tosca, suja, mas que no momento me satisfaz muito mais e tem tudo a ver com o que eu tenho pra dizer. E ainda tenho muito pra dizer, embora não garanta quando vai ser a próxima vez que de verdade direi alguma coisa. Só sei que existe, muito forte, a vontade de concretizar minha vontade.

domingo, 19 de junho de 2011

Tira Vidro Embaçado 2

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Vidro Embaçado 2 - Jaime LQ

Essa tira é na verdade uma "segunda versão" de uma tira antiga que saiu aqui no blog, uma das minhas preferidas. Aviso também que saiu aquela minha história de duas páginas na Revista Kamikaze #2, dêem uma olhada lá que a revista tá linda. E eu postei também o roteiro dessa história na seção "Roteiros" lá naquela barra abaixo do "Vidro Embaçado" rosa.

sábado, 21 de maio de 2011

Tira Vidro Embaçado 1 (Ou uma visita de alguém distante)

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Talvez alguns dos que lêem esse blog lembrem que eu criei ele pra postar umas tiras meio esquisitas que eu comecei a fazer quando eu voltei do FIQ de 2009. Para estes eu queria dizer que fico imensamente feliz de saber que aquelas tiras não muito bem desenhadas, mas cheias de uma vontade de fazer quadrinhos que era verdadeira, chamaram a atenção de vocês o suficiente pra continuarem acompanhando o meu trabalho. E para os que não conhecem as tais tiras, fico muito contente que tenham se interessado pelo meu trabalho, não importando se foi a um mês ou a um dia. E para todos, queria dizer que estou, novamente, fazendo tiras. Não quero prometer qualquer tipo de regularidade, mas sempre que eu tiver algo pra falar com elas, mostrarei pra vocês. Eu decidi começar a contagem de tiras de novo, inaugurando uma nova fase, um tipo de tiras 2.0 ou algo assim. Agora, sem mais delongas, uma tira que eu gostei muito de fazer.

Vidro Embaçado 1 - Cecília LQ

domingo, 15 de maio de 2011

Um Kamikaze Através do Espelho

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A um tempo atrás, remando pela cachoeira do twitter, me deparei com o site da Revista Kamikaze. Era, assim como o Trapezistas de Estrada (atualmente sem atualizações, mas preparando algo grande), uma tentativa de juntar um pessoal que ama o que faz e lançar na internet, onde todo o mundo pode ver, espalhando o trabalho desses caras por aí.

A menos tempo atrás, o Matheus Aguiar, garoto quadrinhista (decidi que não tem sentido escrever quadrinista) talentoso e editor da Kamikaze, me mandou um e-mail me chamando pra participar do segundo número da revista online. Topei na hora. Fazia tempo, muito tempo, que eu não fazia uma história, e mesmo que essa tenha só duas páginas, foi uma experiência tão legal quanto fazer uma de trinta, porque resgatei aquele sentimento de criador que estava meio perdido ultimamente.

"WAR" - Detalhe 1

Agora, aguardando que a minha história seja publicada junto com o segundo número da revista, tenho mais força e vontade pra continuar criando. O próximo passo é uma história de seis páginas sobre brigas na escola, e depois me dedicarei integralmente a minha próxima história grande, da qual falei um pouco na última postagem. É importante também avisar que, junto com essa pequena história para a revista online, desenhei também duas tiras, que em breve serão mostradas por aqui. Força ao Vidro Embaçado!

"WAR" - Detalhe 2

Queria terminar dizendo que me sinto cada vez mais feliz vendo gente da minha idade produzindo quadrinhos de qualidade, e mostrando que a vontade de criar pode nascer em qualquer idade. Um abraço a todos esses!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O reflexo de uma nova história.

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Detalhe 1 - Capítulo 1

Começar uma nova história é muito legal. E mais legal ainda, é continuar uma nova história. Porque a medida que a história avança, eu me sinto cada vez mais parte dela. E sendo parte dela, cada linha escrita, cada quadro desenhado e cada detalhe que eu pintar de cinza, pertencerão a ela também. A algum tempo eu penso nessa história, e quando ouvi falar do concurso da Editora Barba Negra, eu decidi que iria competir nele com essa história.

Eu nunca fui tão bem cercado de referências pra uma história. Dezenas de site, vários livros e muita música boa. Mas mesmo assim, eu nunca botei tanto de mim numa história. E é por causa dessa mistura de coisas que outras pessoas falaram, com coisas que eu sinto, que é a história que eu mais estou gostando de contar.

Detalhe 2 - Capítulo 1

Não. Eu não vou dizer sobre o que é a minha história. Pelo menos não, ainda. Mas prometo que assim que eu sentir que é a hora de revelar, vou mostrar tudo aqui no blog. Enquanto isso, esperem ouvindo uma boa música. Daquelas que só a melodia já trás várias outras histórias que a gente queria contar. Se alguém me perguntasse, diria para ouvirem Beatles.

Detalhe 3 - Capítulo 1

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

As mudanças que acontecem

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Acabou a Rio Comicon. Volto dela com a sensação extremamente recompensadora de dever  mais que cumprido. Conheci alguns dos meus ídolos, conversei com gente que admiro, e trouxe um bando de publicações independentes sensacionais. Na verdade só comprei (e ganhei algumas) publicações independentes. Independentes assim como a minha história, CAIM.

Consegui distribuir várias CAIMs pra muita gente interessante. Pelas minhas contas foram entregues 40 CAIMs entre sábado e domingo. E algumas das pessoas que eu entregava a minha revista com um olhar de admiração, me pediam autógrafos. Era uma sensação surreal. Achava o máximo, e ao mesmo tempo estranhamente engraçado aquela situação.

Achei a Lu Cafaggi pelo evento no sábado, e comprei a revista prévia das história que ela e o irmão Vitor Cafaggi farão ano que vem. Muito legal a história dos dois, e é interessante perceber como o desenho deles é parecido e ao mesmo tempo bem diferente. Mal posso esperar pra ver a história de cada um pronta ano que vem.

No stand dos Quadrinhos Dependentes encontrei, além do grande Tiago "El Cerdo", muitas pessoas legais pra caramba e interessadas no meu trabalho. Lá conheci a revista de um cara que eu nunca tinha ouvido falar, mas que agora me encantou de vez, trata-se da Letal Mágico, a revista do Gabriel Renner. Vi o trabalho do cara primeiro na exposição de quadrinhos independentes, e depois corri atrás da revista. Além da Letal levei a revista mais recente dele, com menos páginas, mas material muito maneiro. Levei também o Calendário Pindura 2011 e no finalzinho do evento consegui entregar a CAIM pro mestre Fábio Zimbres, e ganhei dele a sua O Apocalipse Segundo Dr. Zeug. Também dei uma olhada na fantástica Samba Dois, mas acabou antes que eu tivesse a chance de comprar.

Outro stand legal era o do Quarto Mundo. Lá distribui mais CAIMs e conversei com caras muito legais. E trouxe de lá a revista do amigo Jaum, a Peiote, a Nanquim Descartável 3 e a Pieces 3. Todas muito boas mesmo. No final do evento passei lá de novo pra entregar mais umas revistas e ganhei uma revista do Homem-Grilo do Cadu Simões e 4 edições da série Patre Primordium da Ana Recalde! Ainda não li elas, mas quando ler deixo minha opinião.

Passei também no stand do Denis Mello e do Erick Carjes, dois caras muito gente boa! Trocamos nossas revistas, e eu voltei pra casa com Entidade e Saidêra, duas HQs muitos legais. E principalmente Saidêra, que é a primeira revista do autor, tem muito daquele espírito independente do CAIM, ainda mais por ter sido feita em duas semanas de trabalho duro.

Do stand da Barba Negra trouxe a belíssima (tá difícil conseguir variar nos elogios) Drink do Rafael Coutinho e uma revistinha que a Chiquinha me deu, quando entreguei CAIM pra ela. Lá também quase fui impedido de apreciar a arte sem precedentes do Killoffer pela Maria Clara, mas com explicações tudo foi resolvido e até dei uma CAIM pra ela! Entreguei a minha revista pra todo mundo do stand, até pro Lobo, que tomei coragem pra entregar no finalzinho do evento.

E o grande stand do evento pra mim foi o FODA, o stand que reuniu o Moon e o Bá, o Grampá, o Gustavo Duarte, o Danilo Beyrut, e o Coutinho (que infelizmente já tinha ido embora nos dias que estive por lá). Consegui entregar a CAIM pra todo mundo que tava lá, e trouxe as lindas Taxi e Atelier, além de ganhar de presente do Gustavo a famosa número 7 do Girrassol e a Lua colorida, segundo ele por compartilharmos a profissão. Já me sinto um quadrinista, afinal!

Vou fazer um tipo de cobertura posterior em quadrinhos da Rio Comicon. Devo postar umas duas páginas por semana, então terminará lá por janeiro.

Como deu pra ver foi um evento mágico pra mim, como foi o FIQ ano que vem. E dai a gente vê como cada evento desses muda alguma coisa. Depois do FIQ eu criei esse blog, e comecei a me empenhar de verdade em fazer quadrinhos. E por causa da Rio Comicon eu gastei toda a minha força pra produzir uma revista que eu pudesse mostrar pras pessoas que admiro.

Agora fica a pergunta, o que os próximos eventos trarão? Pode ter certeza que estou ansioso pra descobrir.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Vidro Embaçado mais que especial - CAIM

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A algum tempo eu venho falando aqui no blog sobre a tal história que eu estava preparando pra lançar na Rio Comicon. A uma semana atrás a Comicon se aproximava a passos largos e eu pensei que não daria conta de acabar, mas sempre dizia pra mim mesmo que ia conseguir. Mesmo dizendo pra mim mesmo isso, a verdade é que eu não estava desenhando o suficiente pra cumprir o que falava. Até que um dia, minha mãe perguntou sobre a minha história, e meu pai falou "Não vai mais dar tempo". Eu já sabia daquilo, embora tentasse disfarçar, mas ouvir outra pessoa me dizer isso foi como um soco direto no estômago. Cheguei em casa enjoado  e resolvi que não dava mais pra enrolar. Era hora de produzir.

Pois então, que depois de três meses de trabalho medianos e uma semana de trabalho intenso, apresento a vocês a minha história.

Capa pro blog

CAIM é o meu trabalho do qual mais tenho orgulho. Embora alguns possam dizer que já viram desenhos e roteiros melhores, essa revista é a melhor amostra do que eu penso dos quadrinhos. Eu me esforcei tento nela, dei tanto amor e desperdicei tantas horas de sono, que a palavra que define essa revista pra mim é PAIXÃO. E o que é fazer quadrinhos senão uma demonstração da mais pura paixão?

Foi difícil e várias vezes pensei em sentar e chorar, porque demorei pra acreditar que poderia dar certo. Na verdade não tenho certeza até agora. A situação é que a gráfica vai me entregar o trabalho amanhã. Então se tudo ocorrer como esperado levarei a CAIM pra Rio Comicon no sábado e no domingo.

Foi preciso muito café e algumas olhadas nas capas ou páginas dos trabalhos novos dos caras que eu admiro que estarão por lá. TAXI, ATELIER, DRINK e PIECES 3 eram minha maior inspiração, e estou morrendo de vontade pra ler todas e poder ver essa paixão manifestada em outras pessoas, unidas por um mesmo evento.

Foi difícil, como já disse, mas ver todas as páginas juntas já fez tudo valer a pena.

Páginas completas

CAIM
por Jopa Moraes
36 páginas em preto e branco
Prefácio de Pedro Cobiaco
Pinups de Pedro C., Nunes, Jaum, João Montanaro, Jo Fevereiro e Rafael Nunes.

Pra terminar essa postagem mostro pra vocês 3 páginas de preview da CAIM.

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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Aquilo que as vezes passa despercebido

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Eu não tenho o dom pro desenho. As pessoas podem tentar dizer o contrário mas é verdade, eu não tenho o dom. O que eu tenho é uma vontade imensa de desenhar e alguma força de vontade que me faz tentar, tentar e tentar. E dentro dessa minha vontade de desenhar o que eu gosto mesmo é desenhar pessoas. Adoro desenhar pessoas de todos os tipos. Homens, mulheres,crianças. Tenho minhas enormes dificuldades nisso também, mas mesmo assim tenho prazer em ver os rostos se formando no papel.

Mas os quadrinhos não são só feitos de pessoas. Elas têm um papel importante, quase sempre central, nas histórias, mas não são a única coisa que importa. Afinal existem os cenários. Eu tentava ignorar os cenários sempre que possível nas minhas histórias, mas nessa minha HQ tenho me esforçado um pouco mais e desenhado cenários nas páginas. É difícil, nem sempre sai direito, mas é notável que melhora muito a beleza da coisa.

Entrada 3

A primeira cena da minha história se passa na entrada da fazenda, então é toda recheada com grama e cercas. Foi complicado, mas eu fiz. O problema foi outra cena. A cena do espelho.

Espelho 3

Os vários azulejos da parede me fizeram usar a régua muitas e muitas vezes. Pode ter dado trabalho, mas o resultado me deixou feliz, e me mostrou que todo o esforço usado nessa parte "chata" é recompensado no final.

A minha história não tem nenhuma cena na cidade. Mas tem uma cena durante o café da manhã. E nessa cena o personagem principal conta um pouco porque ele foi pra fazenda. E ai eu me arrisquei a fazer um quadro grande com ele na cidade. Se deu certo? Bem, deixo vocês decidirem.

Café pág 4 MINI

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Acredite ou não a paisagem será bonita

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Começar a desenhar é realmente complicado pra mim. Quando eu olho pra uma página em branco na minha prancheta a minha vontade é levantar da cadeira e ir ver TV, usar o computador, ler um livro, jogar futebol. Tudo menos desenhar. Mas eu tenho que desenhar, eu penso. Então mesmo sem vontade eu pego a régua e começo e traçar as linhas que formarão os quadros. É ai que, lentamente, a porta começa a se abrir.

Cafe 1

Depois de girar a maçaneta e abrir a porta, tudo começa a ficar mais claro. Começo a esboçar os personagens e uma faísca de entusiasmo sai da ponta do meu lápis. Depois de terminados os esboços, eu começo de fato a desenhar. E dai tudo muda de figura. Eu quero desenhar, eu penso. Porque por mais que seja difícil olhar a porta fechada, por mais doloroso que possa parecer tocar na maçaneta gelada, por mais assustador que seja ouvir o rangido da porta abrindo, depois que porta se abre, só o que nos resta é entrar com a cara erguida, pra então poder apreciar o que tem atrás daquela porta.

Cafe 2

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Aquela relação estranha e embaçada

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Espelho 2

Quando eu comecei a pensar na história que eu estou preparando pra Rio Comicon, a primeira coisa que eu decidi era sobre o que eu queria falar. Não precisei pensar muito pra decidir falar de irmãos.

A relação de irmão com irmão é, para mim, a mais complexa que existe. Nem a relação com a família, nem a amizade, nem o amor. Nada se compara a essa relação que oscila entre carinho e raiva. Que irmão nunca sentiu um enorme conforto em apenas ficar sentado do lado de seu irmão. E qual irmão nunca sentiu um ódio devastador ao ver reconhecerem os feitos do outro irmão, mas não os seus.

A minha história é pequena, mas mesmo assim pode parecer que fala de várias coisas. Da conturbada vida na cidade grande, da necessidade da solidão, da violência sem sentido. Mas no fundo, no fundo, ela fala sobre irmãos.

Revelação 1

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Um vidro cada vez maior

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Detalhe 1

Desde julho que eu estou trabalhando em um roteiro para uma HQ. A idéia é lançar na Rio Comicon, que acontecerá aqui no rio em novembro. Mais ou menos no meio de agosto eu consegui definir a história totalmente, e a uma semana comecei a desenhar as páginas. Há 20 dias atrás eu postei no twitter um "teaser" da minha história.

Teaser

Eu não posso contar muito sobre a história, porque ela só tem 32 páginas. Mas vai valer a pena, pra vocês, espero, gostarem mais quando lerem. O que eu posso dizer é que se passa numa fazenda. E quem tem esse personagem, que não tem nome, que aparece pela fazenda pra bagunçar um pouco a vida do pessoal, pra ver se consegue arrumar a sua própria.

Detalhe 2

Eu vou tentar reviver um pouco esse blog. Mostrando coisas sobre essa história, e comentando o processo de criação dela. Essas imagens de estréia não estão finalizadas. Falta apagar o lápis (o meu caótico rascunho), Prencher a linha dos quadros e arrumar uns detalhes no Photoshop. Mas já da pra vocês curtirem comigo a criação dessa história.

Detalhe 3

sábado, 12 de junho de 2010

Continuamos no trapézio

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Hoje postamos a segunda parte da história sobre Rock no Trapezistas de Estrada, e contamos com a participação do Nunes, mas um garoto novo fazendo quadrinhos. Ele deve entrar pra equipe a partir do mês que vem. O aprendizado é cada vez maior, e da pra notar que nos dois crescemos nas páginas. Eu acho.

O Pedro postou no blog dele uma postagem falando sobre a Nova-nova geração de quadrinhistas, vale a pena dar uma olhada AQUI.

E semana que vem a gente continua nossas histórias. Continua tentando aprender cada vez mais e mais. Continua desenhando e escrevendo. Continua na estrada.

sábado, 5 de junho de 2010

Na estrada

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Eu conheci o Pedro Cobiaco através do blog dele. Mandei um e-mail pra ele porque ele tinha a idéia de fazer um Fanzine e desde então a gente se fala bastante. O Pedro e eu (além de outras pessoas como o João Montanaro) fazemos parte do que o Pedro chamou de Nova-nova geração, um pessoal bem novo que tá tentando e conseguindo fazer quadrinhos, cada vez tentando melhorar mais.

Um dia eu tive uma idéia de fazer história com temas bem definidos, uma história cada mês. Pra tentar experimentar em vários gêneros e descobrir outros que você nem sabia que existiam. Quando pensei nisso eu logo pensei no Pedro. Então por que não fazer uma parceria? Um lugar onde os dois possam experimentar e criar coisas novas. Afinal o aprendizado é mais legal quando é em conjunto.

Dessa minha idéia surgiu o Trapezistas de Estrada, um blog onde eu, o Pedro e quem mais quiser, vai poder experimente com temas diferentes todo o mês e postar uma página por semana. Pra estréia do Blog eu chamei o Ryot, que eu conheci no FIQ, pra contribuir com uma página.

O tema desse mês é ROCK!

Entrem AQUI e vejam o resultado dessa primeira semana.

Eu já fiz as duas primeiras páginas. E já aprendi muito com elas. Mal posso esperar pelas próximas.

domingo, 25 de abril de 2010

Grandes Caras

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Em busca de um exercício para melhorar a fisionomia das pessoas nos meus desenhos e de aprimorar meu traçado com pincel eu resolvi criar essa série de desenhos. Desenhei seis caras que eu admiro e que influenciam em algum grau meu trabalho. Nem todos estão muito parecidos, mas o aprendizado foi grande. A idéias é que vocês tentem descobrir quem são eles.
Grandes Caras 1
Grandes Caras 2
Grandes Caras 3
Grandes Caras 4
Grandes Caras 5
Grandes Caras 6

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ao Mestre Glauco

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Homenagem ao Mestre



Luto pelo grande cartunista e pelo seu filho.

Vejam no Flickr Vidro Embaçado uma história feita no meu caderno e baseada numa música dos Beatles.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Vidro Embaçado - Baile de Máscaras

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Demorou mais chegou... E o melhor é que eu aprendi a escanear A3 com aguada de nankin.

Vidro Embaçado - Baile de Máscaras

E novos estudos no Flickr Vidro Embaçado.